segunda-feira, 9 de julho de 2012

Capítulo 16 O Show dos Cadáveres de Dylan

Segunda-feira, 7 de Dezembro
17:00 
Mark mandou um bilhete, o que é bastante simpático, só que muito mal escrito: Querida Georgia. Tô treinando até sábado. Te encontro às 8, na torre do relógio, no sábado. Mark. Então é isso aí, não tenho escolha. Tenho que ir.
21:00 
Minha mãe entrou no meu quarto perguntando se eu não quero descer para termos uma "conversa". Peço a Deus que não tenha nada a ver com higiene pessoal ou com problemas de relacionamento entre ela e o meu pai. Ele anda um pouco nervoso e está deixando crescer um bigode ridículo, mais parece que um animalzinho está tirando uma soneca em cima do lábio superior dele. É meu pai quem começa a conversa: - Olha, Gegê, você agora é uma jovem mulher (o que era eu antes? uma jovem égua?) e acho que não deve haver segredos na nossa casa (pelo contrário, Vati, você jamais ficará sabendo sobre a cena da mão no peito, nem que o fogo do inferno vire gelo), razão por que quero te dizer que em virtude do desemprego estar tão grande aqui Inglaterra, vou viajar para Auckland logo depois do Natal. Vou ficar lá um mês ou dois para sentir o ambiente e investigar uma oportunidade de trabalho. Então, quando eu estiver ambientado, sua mãe, você e Libby poderão ir também para ver o que acham. - Eu sei o que acho da Nova Zelândia, já vi Crocodilo Dundee. - Eu sei, mas esse filme se passa na Austrália - disse minha mãe. De que se trata, de uma crise na família ou uma prova de geografia? Eu continuei pacientemente: - O que quero deixar claro, Mutti e Vati, é que a Nova Zelândia é muito longe, eu não nasci lá e todos os meus amigos estão aqui. Ou, para colocar de outra maneira: eu prefiro ser adotada pela Cher do que pisar em solo neozelandês. Discutimos durante séculos - até mesmo Libby desceu e se juntou a nós. Ela tinha vestido Angus com o pijama dela e ele estava de gorro escocês e mais parecia um manequim de loja de roupa. Não sei como ela consegue, se eu chegasse perto dele com um gorro ele me arrancaria a mão.
Meia-noite Então Vati vai se mandar para a Nova Zelândia. Mas isso não resolve o que vou vestir para o show dos Cadáveres de Dylan.
Sexta-feira, 11 de Dezembro
14:50 
A febre do Natal tomou conta do colégio. Todas nós usamos chifres de veado prateados durante a aula de física esta tarde. Herr Kamyer tentou entrar na brincadeira cantando Jingle Bel/s. É mesmo patético. Além disso, por que as calças dele são tão curtas? Dá para ver hectares de tornozelo peludo entre a calça e as meias de lã quadriculadas. (Sim, eu realmente disse meias de lã quadriculadas, e isso não é um simples mico, mas sim um mico duplo.) 20:00 Mutti e Vati estão estranhamente tranqüilos e simpáticos um com o outro. Vi meu pai abraçar a minha mãe na cozinha. Além disso, Libby estava cantando "dingle bal/s, dingle bal/s" e ele ficou com os olhos úmidos. Francamente, achei que ele fosse chorar, o que teria sido horrível. Ele a pegou no colo e a apertou com muita força. Libby ficou furiosa, e disse: - Mau, grande, feio, mau. - E enfiou seu dedo no olho dele, o que fez com que ele realmente chorasse.

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                                  #aviso#
gente sinceramente esse dias eu to muito desanimada pra escrever )': eu to achando que vocês não estão gostando da fanfic, #comentem por tt ou aqui mesmo por favor eu preciso saber a opinião de vocês, se eu preciso melhora se tem erros de português ou coisas do tipo  
bjs
                                                               by: escritora Bea Ávila 

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